Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas a produção de azeitona para azeite, nesta última campanha será abaixo das 500 mil toneladas.
Nos olivais, a campanha iniciou-se com uma abundante floração. Contudo, a fase do vingamento dos frutos decorreu sob condições meteorológicas muito adversas (primavera bastante chuvosa), o que resultou numa carga de frutos inferior à da campanha anterior. Este aspeto, conjugado com a normal alternância produtiva da variedade Galega, predominante nos olivais tradicionais de sequeiro (que ainda representam uma componente muito significativa da estrutura do olival nacional), contribuiu para a redução da produção de azeitona para azeite, que nesta campanha deverá rondar as 491 mil toneladas (-30% que em 2015). Não obstante a modernização do sector da olivicultura observada na última década, o fenómeno de safra e contrassafra continua a manifestar-se de forma evidente.
Previsões agrícolas INE - 31 de janeiro de 2017
